Um fabuloso sketch humorístico de um programa de humor chamado "Os contemporâneos" (RTP1).
O que é, afinal, uma família normal?
Filho: Oh mãe, passa-me a rúcula.
Mãe: Toma lá, meu amor.
Pai: Pareces uma vaca, só come erva.
Mãe: Ai Celestino. Tu importas-te de não dizer essas coisas ao teu filho, se fazes favor?
Pai: Jorge, a gente tem de ter uma conversinha sobre a tua vida.
Filho: É melhor não falarmos sobre nada, tá (está) bem?
Pai: Não, não, não! Temos que falar, temos que falar! Eu já há muito tempo que ando para te perguntar isto. Eu vejo a maneira como tu andas aqui por casa. Eu tenho reparado nas horas a que tu chegas vindo da discoteca com os teus amigos homens e sobes lá para cima para o quarto. Eu não sou ceguinho! Jorge, olha para mim! Eu tenho de te fazer esta pergunta.
Mãe: Celestino, Celestino, tu não vás fazer nenhuma pergunta de que depois te vás arrepender. Quem pergunta o que não deve, ouve o que não quer.
Pai: Jorge, tu…tu…tu nunca mais sais de nossa casa?
Mãe: Oh Celestino!
Pai: É verdade, é verdade! A verdade é para ser dita. Eu com a idade deste marmanjo já tinha feito duas comissões em Angola. Porque é que tu não fazes como os teus amigos homossexuais…
Filha: GAYS!
Pai: Gays! E te casas, porra?
Filho: Porque eu quero viver a vida, tá (está) bem?
Pai: Queres curtir a vida? Minha maluca, vê lá se pões algum tino nessa cabeça! Todos os dias é um gajo diferente lá em cima no teu quarto. Isto mais parece o balneário do Benfica! Porque é que tu não arranjas um emprego, hem? Porque é que tu não arranjas um emprego como cabeleireiro ou decorador de interiores, hem? Tu precisas é de um gajo mais velho que ponha algum tino nessa cabeça de doida.
Filho: Olha, e mesmo que eu me quisesse casar o Cavaco não deixa!
Pai: Ah, o Cavaco não deixa! Agora a culpa é do Cavaco, agora a culpa é do Cavaco.
Filho: Pois é!
Pai: Ai é? Está decidido. Quando o governo aprovar o casamento entre os gays, tu arranjas um homem decente e sais desta casa.
Mãe: Celestino!
Filha: Não estás a ser um bocado duro com o teu filho? Por favor!
Pai: Tu tá (está) mas é calado, camionista! Sim, estás defender o teu irmão mas tu és igual a ele. Tu queres é andar aí a curtir com uma e com outra, sua porca! Enquanto não arranjares uma gaja decente tu não tens voto na matéria.
Mãe: Diz o roto ao nu, diz o roto ao nu! Pensas que eu não sei? Que vais para a Serra da Estrela todos os fins-de-semana com o teu amigo, para dentro da cabana, como no filme.
Pai: Qual filme?
Mãe: O “Brockeback montas-me”.
Filha: MOUNTAIN!
Pai: E tu, ao domingo, nas reuniões de “tuppersex” com as outras? Olha! Pensas que eu não sei, não? Ando a dormir?
Mãe: Eu só me pergunto porque é que eu não tenho uma família normal? Porquê? Porque é que tu não me bates, hem? Eu tornava-me uma alcoólica, esta lambisgoia aparecia-me grávida em casa aos catorze anos de idade, e este marmanjão ficava no sofá dia e noite agarrado à consola e em frente à televisão. Pronto, normal, tudo uma família normal. Porquê? Porque é que eu não tenho uma família normal?
Escalde o bacalhau, tire-lhe a pele e as espinhas. Coloque o bacalhau dentro de um pano e esfregue para o desfiar muito bem.
Descasque as batatas e corte-as em palha e frite-as em óleo, escorra sobre papel absorvente e reserve-as.
À parte, pique os alhos, corte as cebolas em meias luas finas e refogue-as no azeite, retirando-as com uma espátula quando ficarem translúcidas. No mesmo azeite frite o bacalhau até ficar um pouco rijo. Depois misture tudo muito bem e retire do lume.
Bata os ovos temperando-os com sal e pimenta e junte-os ao preparado. Volte a levar ao lume, mexendo constantemente com uma espátula até os ovos coagularem, mas de modo a ficarem macios.
Sirva de imediato numa travessa aquecida, polvilhando com a salsa picada e decorando com azeitonas.
Os Anaquim são uma banda de Coimbra e são um dos grupos que estão a impulsionar a nova música portuguesa. Fiquem com uma das suas músicas, "A vida dos outros", que nos diz que os problemas dos outros nos parecem sempre muito fáceis de resolver. Quanto aos nossos próprios problemas...
Eu sou tão bom a falar das vidas dos outros
Há sempre um conselho a dar p'rás vidas dos outros
Nada é eterno e se aguentarmos todo o mal tem fim
É fácil ter calma quando a alma não me dói a mim
Eu sou tão bom a tornar todo o mal inerte
Se é aos outros que lhes custa que o passado aperte
Mas quando a inquietude vem toda para o meu lado
Deita-se, desnuda e não desgruda até me ter vergado
É tão simples quando estou de fora
A ver passar as nuvens pelo ar
Aplaudir, rever-me e concluir
Que eu também já lá estive e...
Já soube ultrapassar
Só a mim é que ninguém me entende
E a minha dor não tem como acabar
Ai quão melhor era acordar um dia
E ter as vidas dos outros todas em meu lugar
As vidas dos outros nunca me soam mal
Veêm problemas no que é no fundo normal
Ai se eles soubessem como é viver assim
As vidas dos outros são tão simples para mim
Eu sou tão bom a falar das vidas dos outros
Sempre me sei comportar nas vidas dos outros
Volta, revolta, o melhor está para vir
Solta tudo agora, não demora, tornas a sorrir
Eu são tou bom a apagar qualquer mau momento
Se é aos outros que lhes bate à porta o sofrimento
Mexe, remexe, alguma coisa hás-de encontrar
A solução é procurar
Eu sou tão bom a falar
Eu sou tão bom a cantar
Eu sou tão bom a contar as vidas dos outros
Eu sou tão bom a falar
Eu sou tão bom a curar
Tudo menos o meu próprio mal
As vidas dos outros nunca me soam mal
Veêm problemas no que é no fundo normal
Ai se eles soubessem como é viver assim
As vidas dos outros são tão simples para mim
O verbo SER é utilizado com características dos objectos que não necessitam de ser experimentadas. Por exemplo: o açúcar é doce; a água do mar é salgada.
Também se utiliza o verbo SER para indicar características que não resultam de uma acção. Por exemplo: a mesa é de madeira; a parede é branca.
O verbo ESTAR utiliza-se quando a característica que indicamos tem de ser experimentada, para se poder afirmar ou negar. Por exemplo: a sopa está quente; a água do mar está fria.
Por outro lado, também se utiliza o verbo ESTAR para indicar características que resultam de uma acção. Por exemplo: a loja está fechada; eu estou feliz.
O Português e o Espanhol são línguas bastante próximas. Contudo, e apesar de algumas semelhanças, é preciso ter cuidado com os falsos amigos que entre estas duas línguas são bastante frequentes.
Portuguese and Spanish are two languages that are very alike in some aspects. But you must be aware that the differences are even bigger and that the same word can have very different meanings in each language.
Veja alguns exemplos / See some examples (Letras A e B):