quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pretérito Perfeito do indicativo dos verbos terminados em CAR, em ÇAR e em GAR (Correção de exercício)

Os exercícios da passada quinta-feira corrigidos.

EXERCÍCIOS
  1. Eu CHEGUEI a casa muito tarde
  2. Eu FIQUEI em casa ontem
  3. Eu TROPECEI numa pedra e caí
  4. Eu PAGUEI cem euros por esta cadeira
  5. Eu MARQUEI um grande golo!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Verbos regulares no Pretérito Perfeito do indicativo (verbos em –ar) / Correção de exercício

Esta é a correção do exercício da passada quarta-feira

EXERCÍCIOS

  1. O bombeiro APAGOU o incêndio.
  2. Ontem FALEI com o Pedro.
  3. Já ACABASTE de ler o livro?
  4. Nós PASSÁMOS / PASSAMOS a camisa a ferro.
  5. Eles LIGARAM cá para casa ontem.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Presente dos verbos em OAR

Na primeira pessoa do Presente do Indicativo, os verbos terminar em OAR levam duplo "o".



  • Eu ENJOO (enjoar) quando ando de avião
  • Eu PERDOO (perdoar) a quem me faz mal
  • Eu ROO (roer) o queijo como os ratos
  • Eu VOO sempre para o Brasil

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Expressões idiomáticas - Idioms

FICAR EM BOAS MÃOS





Significado: ficar sob a responsabilidade de alguém competente 





Exemplos:

- Como eu não estou cá, é a Joana que vai tratar do assunto. Não te preocupes porque ficas em boas mãos.

-  Se puseres os teus filhos naquela escola, eles ficam em boas mãos. Os professores são muito competentes.

domingo, 4 de maio de 2014

Música ao domingo (versão luso-brasileira)




Paulo Gonzo e Ana Carolina: "Quem de nós dois"


Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Poesia à sexta





Minha cabeça estremece - Herberto Hélder (Rodrigo Leão)


Minha cabeça estremece com todo o esquecimento.
Eu procuro dizer como tudo é outra coisa.
Falo, penso.
Sonho sobre os tremendos ossos dos pés.
É sempre outra coisa, uma
só coisa coberta de nomes.
E a morte passa de boca em boca
com a leve saliva,
com o terror que há sempre
no fundo informulado de uma vida.

Sei que os campos imaginam as suas
próprias rosas.
As pessoas imaginam os seus próprios campos
de rosas. E às vezes estou na frente dos campos
como se morresse;
outras, como se agora somente
eu pudesse acordar.

Por vezes tudo se ilumina.
Por vezes canta e sangra.
Eu digo que ninguém se perdoa no tempo.
Que a loucura tem espinhos como uma garganta.
Eu digo: roda ao longe o outono,
e o que é o outono?
As pálpebras batem contra o grande dia masculino
do pensamento.

Deito coisas vivas e mortas no espírito da obra.
Minha vida extasia-se como uma câmara de tochas.

- Era uma casa - como direi? - absoluta.

Eu jogo, eu juro.
Era uma casinfância.
Sei como era uma casa louca.
Eu metias as mãos na água: adormecia,
relembrava.
Os espelhos rachavam-se contra a nossa mocidade.

Apalpo agora o girar das brutais,
líricas rodas da vida.
Há no esquecimento, ou na lembrança
total das coisas,
uma rosa como uma alta cabeça,
um peixe como um movimento
rápido e severo.
Uma rosapeixe dentro da minha ideia
desvairada.
Há copos, garfos inebriados dentro de mim.
- Porque o amor das coisas no seu
tempo futuro
é terrivelmente profundo, é suave,
devastador.

As cadeiras ardiam nos lugares.
Minhas irmãs habitavam ao cimo do movimento
como seres pasmados.
Às vezes riam alto. Teciam-se
em seu escuro terrífico.
A menstruação sonhava podre dentro delas,
à boca da noite.
Cantava muito baixo.
Parecia fluir.
Rodear as mesas, as penumbras fulminadas.
Chovia nas noites terrestres.
Eu quero gritar paralém da loucura terrestre.
- Era húmido, destilado, inspirado.
Havia rigor. Oh, exemplo extremo.
Havia uma essência de oficina.
Uma matéria sensacional no segredo das fruteiras,
com as suas maçãs centrípetas
e as uvas pendidas sobre a maturidade.
Havia a magnólia quente de um gato.
Gato que entrava pelas mãos, ou magnólia
que saía da mão para o rosto
da mãe sombriamente pura.
Ah, mãe louca à volta, sentadamente
completa.
As mãos tocavam por cima do ardor
a carne como um pedaço extasiado.

Era uma casabsoluta - como
direi? - um
sentimento onde algumas pessoas morreriam.
Demência para sorrir elevadamente.
Ter amoras, folhas verdes, espinhos
com pequena treva por todos os cantos.
Nome no espírito como uma rosapeixe.

- Prefiro enlouquecer nos corredores arqueados
agora nas palavras.
Prefiro cantar nas varandas interiores.
Porque havia escadas e mulheres que paravam
minadas de inteligência.
O corpo sem rosáceas, a linguagem
para amar e ruminar.
O leite cantante.

Eu agora mergulho e ascendo como um copo.
Trago para cima essa imagem de água interna.
- Caneta do poema dissolvida no sentido
primacial do poema.
Ou o poema subindo pela caneta,
atravessando seu próprio impulso,
poema regressando.
Tudo se levanta como um cravo,
uma faca levantada.
Tudo morre o seu nome noutro nome.

Poema não saindo do poder da loucura.
Poema como base inconcreta de criação.
Ah, pensar com delicadeza,
imaginar com ferocidade.
Porque eu sou uma vida com furibunda
melancolia,
com furibunda concepção. Com
alguma ironia furibunda.

Sou uma devastação inteligente.
Com malmequeres fabulosos.
Ouro por cima.
A madrugada ou a noite triste tocadas
em trompete. Sou
alguma coisa audível, sensível.
Um movimento.
Cadeira congeminando-se na bacia,
feita o sentar-se.
Ou flores bebendo a jarra.
O silêncio estrutural das flores.
E a mesa por baixo.
A sonhar.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Pretérito Perfeito do indicativo dos verbos terminados em CAR, em ÇAR e em GAR

Na primeira pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo alguns verbos regulares, de modo a manter o mesmo som, alteram o modo como se escrevem.

Assim sendo...

              PICAR                        /          eu piquei

              COMEÇAR               /           eu comecei

              APAGAR                   /           eu apaguei



In the first person of the Pretérito Perfeito do Indicativo, some verbs change the way we write them so they can mantain the same sound


EXERCÍCIOS


  1. Eu __________ (chegar) a casa muito tarde
  2. Eu __________ (ficar) em casa ontem
  3. Eu __________ (tropeçar) numa pedra e caí
  4. Eu __________ (pagar) cem euros por esta cadeira
  5. Eu __________ (marcar) um grande golo!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Verbos regulares no Pretérito Perfeito do indicativo (verbos em –ar)


Com o novo acordo ortográfico, a forma "nós" pode ser conjugada com ou sem acento.


EXERCÍCIOS

  1. O bombeiro __________ (apagar) o incêndio.
  2. Ontem __________ (falar, eu) com o Pedro.
  3. Já __________ (acabar, tu) de ler o livro?
  4. Nós __________ (passar) a camisa a ferro.
  5. Eles __________ (ligar) cá para casa ontem.

terça-feira, 29 de abril de 2014

O plural das palavras que terminam em "ão" (solução do exercício)

Eis a correção do exercício da passada terça- feira.


EXERCÍCIO

Coloque as seguintes frases no Plural (não se esqueça de pôr também os verbos no plural!)




  1. O jogador alemão jogou com o irmão. 
            Os jogadores alemães jogaram com os irmãos.

     2.  Aquela secção não tem espelho.

            Aquelas secções não têm espelhos.

     3.  O rapaz é português e a rapariga é espanhola.

           Os rapazes são portugueses e as raparigas são espanholas.

     4.  A canção fala do leão selvagem.

           As canções falam dos leões selvagens.

      5.  A mão do capitão está queimada.

           As mãos dos capitães estão queimadas.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Expressões idiomáticas - Idioms


DAR O GOLPE DO BAÚ





Significado: casar por dinheiro




Exemplos:

- A Vera casou com um homem de 90 anos! Está claramente a dar o golpe do baú.

- Eu não acho que ele esteja apaixonado. Cá para mim está a querer dar o golpe do baú.

domingo, 27 de abril de 2014

Música ao domingo (25 de Abril)

Esta foi a música que serviu de sinal para dar iníco à "Revolução dos Cravos" e, por isso, tem um valor histórico, político e social muito particular.

This was the music that gave the sign to start the Portuguese Revolution from 25th April 1974 and, therefore, as a very special historical, political and social meaning.




Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena



Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

sexta-feira, 25 de abril de 2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Falsos amigos - Português/Italiano

Entre o português e o italiano existem algumas palavras que, sendo iguais , têm significados muito diferentes!



quarta-feira, 23 de abril de 2014

Para ou por? (Solução do exercício)

The solution for this exercise

A solução para este exercício
  1. Vou dividir este bolo POR todos.
  2. Este filme não presta PARA nada!
  3. POR mim podíamos ir ao cinema
  4. Ele vem do Brasil PARA a semana.
  5. POR agora é tudo, podem sair.
  6. Ele está POR dentro do assunto.
  7. POR mais voltas que dê à cabeça, não sei onde pus a chave!
  8. Esta flores são PARA mim?
  9. Quanto é que pagaste POR isso?
  10. PARA começar, queria uma sopa.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O plural das palavras que terminam em "ão"

As palavras que terminam em "ão" podem formal o plural de três modos

  • ões (balões, aviões, corações). Esta é a forma mais comum.
  •  ães (cães, alemães, pães) . Para lembrar "Os cães dos capitães alemães comem pães" 
  •  ãos (mãos, irmãos, cristãos)

Não há propriamente uma regra que nos permita saber quando utilizar uma forma ou outra.


EXERCÍCIO

Coloque as seguintes frases no Plural (não se esqueça de pôr também os verbos no plural!)


  1. O jogador alemão jogou com o irmão.
  2. Aquela secção não tem espelho.
  3. O rapaz é português e a rapariga é espanhola.
  4. A canção fala do leão selvagem.
  5. A mão do capitão está queimada.

Veja as soluções na próxima terça!